As MPE registraram, no último mês de agosto, o maior volume de empregos gerados em todo o ano de 2023. De acordo com pesquisa do Sebrae feita a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), as MPE foram responsáveis por 73% do total de vagas de trabalho criadas nesse período. Ao todo, o Brasil registrou 220,8 mil novas contratações, a segunda melhor do ano, sendo 161 mil somente nas micro e pequenas empesas.
No acumulado do ano, o país já contabiliza aproximadamente 1,4 milhão de novos empregos. Desse universo, as MPE contribuíram com o saldo de 988 mil postos de trabalho, o que representa 71,2% do total. Enquanto isso, as MGE geraram 247,5 mil empregos, correspondendo a 17,8% do total de vagas criadas.
O presidente do Sebrae, Décio Lima, comemora o resultado. “Esse está sendo um ano fenomenal para as micro e pequenas empresas. Mantivemos um patamar positivo de empregos gerados ao longo do ano e a tendência para os últimos meses é de um crescimento ainda maior com as vagas de trabalho temporário”, comenta.
“A confirmação de crescimento do PIB, o comportamento da inflação e a retomada do poder de compra das famílias, graças ao Desenrola Brasil, nos fazem confiar que teremos o melhor Natal dos últimos anos, com uma economia aquecida. O cenário é de otimismo e as pequenas empresas têm uma responsabilidade significativa nesse resultado”, afirma Décio Lima, presidente do Sebrae Nacional.
Setor de Serviços
Os setores que mais contribuíram para a geração de empregos em agosto de 2023, considerando as MPE, foram serviços (78.904), comércio (38.544) e construção (25.296). Entre as médias e grandes empresas, os setores de serviços (29.951), indústria da transformação (12.714) e agropecuária (7.415) se destacaram. Em agosto, nenhum desses setores apresentou saldo negativo de empregos.
No acumulado de 2023, os destaques entre as micro e pequenas empresas continuam sendo os setores de serviços (521.750), construção (198.825), comércio (124.967) e indústria da transformação (100.166). Já entre as MGE, os setores que mais se empregaram foram serviços (152.601), indústria da transformação (65.716), construção (24.983) e agropecuária (16.537).
As principais atividades econômicas, de acordo com a Classificação Nacional por Atividades Econômicas (CNAE), que contribuíram para a geração de empregos em agosto, foram: “Fabricação de açúcar em bruto” (10.258 empregos gerados); “Locação de mão-de-obra temporária” (10.192 empregos); “Restaurantes e outros estabelecimentos de serviços de alimentação e bebidas” (8.503 empregos gerados); “Transporte rodoviário de carga” (7.418 empregos gerados) e “Serviços combinados de escritório e apoio administrativo” (5.746 empregos gerados).
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